3°: Decidida


  
  Na sua cabeça ele ainda não era tão importante, mas estava ali. Em seu coração algo batia, mas não se sabia o que.

  E o sol se pôs mais uma vez. A luz subiu e ela decidiu amá-lo. Seria diferente dessa vez? Talvez os anjos resolvessem ajudá-la. Foi o que aconteceu.

  Numa tarde de sol ameno, numa praça atrás de um colégio, um beijo no rosto e um aperto de mão, quase um abraço.

  Ela sorriu. Ele sorriu. Andaram.

  Ele pegou sua mão como se fosse seu namorado e levou-a até algum lugar mais confortável. Ela estava sem atitude, e ele não prestava muita atenção.

  O rosto dela estava vermelho, sua mão suava, seu corpo tremia e seu coração começava a acelerar. E ele? Não se sabia, parecia calmo demais.

  Chegaram, sentaram e conversaram. Não havia mais ninguém, não havia suspeitas, não havia nenhum sentimento naquele momento. O que aconteceria?

  Ele queria, ela não tinha certeza. Rapidamente alguém aparece, ele sorri e eles retribuem. Um pensamento vem na mente dela.

  “O que fazer? Meu coração bate forte.”

  Estão um na frente do outro, sentados. Eles se abraçam e nesse momento ela vê um ser de luz. Asas negras, cabelo branco, sem camisa e com uma calça branca e jogada. Seus olhos são cinzas e expressam a certeza de alguma coisa.

  Ela olha e se assusta mais não se mexe. O ser de luz olha-a fixamente faz um sinal de silêncio e diz:

  “Eu sei o que você quer e você sabe. Essa é a sua felicidade. A única chance para derrotar as suas tristezas. Eu esperarei por você.”

  Ela não entende, mas seu coração compreende. Ela sorri e vagarosamente vai se soltando dele e seu rosto desliza no dele.
  Um olhar, a mesma respiração, o mesmo sorriso e a mesma felicidade. Ela fecha os olhos e se aproxima.

  O primeiro beijo. O coração acelera, as borboletas na barriga dançam e música mais bela que existe e o amor nasce.

  Não foi longo, mas foi mágico. Eles se olham mais uma vez e sorriem. O que fazer agora?

  O ser de luz mais uma vez aparece atrás dele e na frente dela. Ele sorri, faz um sinal para ela silenciar e mais uma vez diz:

  “Obrigada. Agora podemos ser felizes.”

  O ser se vai e mais uma vez ela fica sem entender nada. Apenas sorri e diz ao pé do ouvido dele: “Obrigada.”


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