4°: Verdade



 O ser de luz a observava. Era como se ele fosse um humano andando pelas ruas ao lado dela, mas sem ser visto.

  O que e quem ele era? Por que estava ali, e ao lado dela?

  Enquanto ele a seguia ela andava e sorria. Pulava. Girava. Gritava que o amava. E o ser de luz sorria ao ver cada gesto. Parecia que ele a amava.

  Ela entra em casa. Sorridente e elétrica. Sua mãe olha, sua irmã sorri mas não liga, seu pai não está, mas sente.

  A menininha está apaixonada! Alguém pensou isso.

  A menina entra no quarto, deita em sua cama e fica olhando para o teto. Ele é azul como o céu, tem estrelas desenhadas e uma lua cheia linda. É o que ela mais gosta de observar.

  Na cadeira perto da sua cama está o ser de luz. Ele sorri admirando-a de um jeito apaixonado. É engraçado e estranho. Ela não o vê, mas o seu gatinho vê.

  Ela caminha em direção ao ser de luz e sobe em seu colo e começa a miar. A menina olha, fica observando e para com toda a atenção voltada para aquela gato, sendo acariciado por não se sabe quem.

  O ser de luz olha-a como se ela pudesse vê-lo ali. Então de repente um vento frio entra pela janela. Ela fecha-a e vai até a mesa da cabeceira. Pega um pequeno caderninho e começa a escrever.

  O ser de luz chega ao ouvido dela e diz:

“ Só uma coisa... Cuidado a cada passo que você dá. Você pode perdê-lo no que virá mas poderá ser feliz aproveitando a felicidade que você tem.”

  Ela se assusta e olha para trás. Não há ninguém. O ser de luz sai pela janela e a menina adormece em cima do pequeno caderno prateado.

  E na janela por onde o ser de luz foi embora está um rastro de algo brilhoso que pode ser visto a quilômetros dali.

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