Liberto do coração...



E foi do nada.
Eu me senti protegida.
Ele me amava ali sem ao menos perguntar o por quê de nada.
Eu sorri.
Eu estava feliz após muito tempo.
Feliz por mim e por estar o fazendo sorrir.
Nem era nada demais.
Nem era pra ser tão forte.
Era, apenas, para que ele percebesse todo o carinho que existe em mim para com ele.
Eu peguei em sua mão.
Ele sorriu...
Que sorriso lindo meu bebê tinha... Metálico e cintilante.
Perfeito do jeito dele.
Então começou...
Eu lembrei de quando começamos a nos falar..
Hum... A mais ou menos uns 4 à 5 anos atrás, não lembro..
Eu só me lembro do gosto de chamá-lo de meu baixista..
Do desejo de vê-lo sorrir...
Do seu modo de abraçar...
De como eu o perturbava e queria sempre beijá-lo.
Eu sentia tudo que não desejava sentir.
Ele era e é meu amigo.
Um anjo. Certo?
E sem perceber eu estava me derramando num coração que parecia sozinho.
Eu deixei.
Não conseguia dizer não.
Meu coração só desejava confortar o coração dele.
Meu baixista.
Meu bebê.
Nada mais era preciso.
Nada mais atrapalharia aquele pequeno momento.
Ele estava alegre; eu senti.
Agradeci...
Eu conseguia fazer alguém feliz mesmo que fosse por um pequeno momento.
E foram muitos desejos reunidos naquele momento.
Abraços demais.
Beijos demais.
Carinhos demais.
Ele quase me fez dormir com sua mão suave e macia passando pela minha pele.
Um anjinho... Meu anjinho eterno.
E eu pensei que ele fosse calar.
Pensei que ele fosse deixar pra lá e me ignorar.
Mas não, ele se mostrou amoroso. Se mostrou amigo. Se mostrou o menino que eu sempre imaginei que ele fosse.
Foram carinhos e mais carinhos...
“O que esse carinho todo quer dizer?”
Eu tive que me perguntar.
Não sabia o que sentir.
Ele eu sabia que amava.
Eu não parava de sorrir.
Ele não parava de sorrir.
Ele era o motivo de tudo naquele momento.
Sorrisos. Risadas. Olhos brilhando. Cabelo bagunçado. Coração batendo forte. Felicidade. Sonho...
Parou de ser o motivo? Não. Ele não saiu do meu coração.
Então voltei a lembrar da primeira vez que senti aquilo.
Acabou que eu deixei pra lá...
Não o abraçava mais. Não o beijava mais. Não o chamava mais de meu.
Até que por supetão tudo voltou como se alguém quisesse que fosse assim.
Agradeço e não agradeço. Sorrio e não sorrio. Fico feliz e não fico.
Ainda é embolado demais, mas é mágico.
Ele se tornou um motivo tão simples e tão complexo.
E sem ao menos perceber nada, ele está se tornando alguém que ninguém nunca viu.
Seu nome?

Gabriel...

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