7° - Inesperado...



  Já era tarde para ela, mesmo sendo cedo demais. Era 16:30 de tarde e Lua saía da maldita palestra bem estressante.

- Alô, Lua?
- Oi.
- Já está indo embora?
- Já sim, por que?
- Passa aqui, pode ser?
- Passo sim.

  Sua animação não era das melhores, só que ela nunca consegue recusar um pedido sequer de seus amigos.

  Como sempre ela atravessou a rua, abriu o portão e com toda a monotonia, subiu as escadas, sem olhar para nada e vagarosamente em um silencia profundo.

  Por um susto exercido por ela mesma vê-se balões vermelhos, pessoas demais na sala, cartazes e sua “galerinha do mal”.

Surpresa!

Não se tinha reação apenas abraços e parabéns aqui e ali. Ela sorriu... Descobriu, então, que era uma festa, a sua festa.

- Leu os cartazes, menina desatenta?
- Não...

  Palavras lindas escritas desde o começo da escada. Ela chorou, e sem querer seu coração deu uma batida forte demais em seu peito que a fez respirar tão profundamente.

  Pequenos, simples e maravilhosos presentes. Uma carta. Frases. Bolo. O mais importante... Seus amigos.

- Sabia que o sorriso da lua é lindo?
- Não...
- Fique sabendo, Lua.

  Ela sorriu, era preciso, e desejou que não acabasse.

- Obrigada..

Todos sorriram. Foi a primeira vez que de algo tão maravilhoso. Pois é, hoje ela tem a certeza de que é importante para eles.

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