18° - Maldade...


  
  Ela tomou o orgulho, por si própria. É a primeira coisa que sempre faz. É por que quer? Não e sim. Ela adquiriu isso e nunca consegue vencê-lo até o dia em que alguém enfraquecê-lo. Ela sorriu e seguiu a frente. Recuou...

- Não fique chateado está bem?
- Eu vou ficar e você sabe disso.
- Não há motivos e você sabe disso.

  Ela se virou e foi sem hesitar e nem olhar para trás, ao menos pediu que ele a levasse até o portão de sua casa. Mas ele não era obrigado, certo? E ela, não era obrigada a tal procedimentos pedidos a ele. Ela foi e puta da vida mandou uma mensagem vinda do coração e de seu orgulho. Ele ignorou. Ela ignorou duas vezes mais.

  Mas seu coração pediu para amá-lo, mesmo do jeito que estava. Seu corpo o desejava mesmo que ela o renegasse. Sua mente pediu que ela ligasse para ele e dissesse que o amava. Sua alma pedia metade da dele novamente. Ela soluçou. Um choro se preparava para vir. Ela respirou novamente e sorriu. Olhou para o alto e ignorou ele e o resto dos sentimentos sem ser o ódio. Seguiu em frente.

  Ela era assim e não sabia de quem era a culpa. Nunca quis magoar ninguém, muito menos magoá-lo, mas toda essa fortaleza de ódio, orgulho e sofrimento criou essa brutalidade que todos chama de Lua. Ela era. Os seus cabelos representavam toda a mudança. O seu olhar mostrava o brilho que se apagara transformando-se em ódio. Seu caminhar mostrava poder, ela tinha, isso todos sabiam. Suas palavras? Ah, elas representavam a menina que poucos conheciam.

  Então ela apenas mostrou para ele o pouco dela e o que eles eram. Sem afeto? Não exatamente. Sem amor? Talvez na amizade. Ela só não queria... O que? Ela não sabia o que queria e o que não queria. Ela deitou-se e desejou ele mais uma vez. Ignorou. Foi forte. Mas deu uma recaída e sabia que não dormiria sem ouvir a voz de seu ser angelical.
- Alô?
-Oi..
- Lua?
- A própria.
- Motivo?
- ......

  Ela desligou novamente. Era o que precisava. Apenas a voz dele e uma noite de sono sem pensar em mais nada e em mais ninguém. Ela sorriu. De alegria? Não. Um dos seus melhores sorrisos. Aquele sorriso que esconde tudo que ela sente. Seu sorriso de ódio, solidão, angústia e o principal... Poder.

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