2° - O início de pensamentos inacabados...


  
  O dia mal havia começado e eles já planejavam ficar ali deitados até a fome bater, já que nada mais importava ali além deles. Era o dia após a noite especial que tanto esperavam e além de estarem cansados a preguiça não os queria deixar. A vida de casados começava ali e o primeiro passo era não planejar nada só deixar o dia os levar.

  Mas tinha algo que eles queriam muito depois dessa noite tão especial a cansativa. Um anjo... Pensaram juntos. Talvez mais, porque o amor deles não tinha limite. Sorriram juntos e se abraçaram, ainda debaixo daqueles finos lençóis de ceda.

   Continuaram olhando para o teto branco e viram que o sol começava a esquentar então resolveram levantar.

- Vamos tomar banho?

  Sugeriu a moça, senhorita e agora senhora, casada, para seu marido que por ter acabado de acordar ainda estava tonto de sono. Ele sorriu e sacudiu a cabeça com um gesto afirmativo.

  Eles se levantaram vagarosamente no silêncio profundo que se fazia naquela casa aonde qualquer alfinete que caísse fizesse um barulho enorme. Não tinham mais vergonha um do outro mas também não eram acostumados a uma vida juntos todo o tempo. Eles sorriram e não pararam de sorrir.

  A água batia na pele deles e um arrepio corria em seus corpos, se abraçaram em meio a água gelada daquela manhã. Foram sorrisos e brincadeiras e risadas altas de coisas que ainda não acreditavam.

  Depois e um banho longo eles se secaram um ao outro. Ela vestiu uma longa blusa dele e ele colocou apenas uma bermuda fina de seda, e desceram para tomar café. Já eram dez horas da manhã e o dia deles mal havia começado. Bagunçaram, comeram e simplesmente voltaram pra cama.

  Eles pararam então, para perceber, que a felicidade reinava entre eles. Tudo era perfeito e sabiam que nem sempre seria assim. Mas o que importa? Eles brigariam, ririam, se amariam, brigariam novamente e se amariam mais ainda a cada dia que se passasse em suas vidas. Eles eram assim.

  E no meio daquele sol forte, entre lençóis, bagunças, beijos e abraços eles ficaram ali deitados, vendo filmes na TV e decidindo o que fariam pelo resto do dia. Quem os observasse ao lado de fora ou apenas olhassem a casa, sentiriam que o que havia de mais forte ali, era o amor.

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